sábado, 18 de setembro de 2010

Ouro Preto

Ouro Preto foi a primeira cidade que visitamos. Chegamos em uma quarta-feira (09/06/2010) e só fomos parar de visitar os lugares na quinta-feira (10/06/2010). A primeira reação que nosso grupo teve ao sair do ônibus foi de espanto, pois nos deparamos com uma beleza diferente das que observamos normalmente em São Paulo. Muitas das construções segue o estilo colonial e observar esse estilo nos estimulou a imaginar como era o modo de vida antes. Apesar dos anos, as construções estão em perfeito estado e não mudaram muito, igrejas e casas se tornaram museus, guardando um pedaço da história do Brasil. O chão ainda é de paralelepípedo e Ouro Preto mantém sua identidade.
Essa cidade foi construída entre montanhas e a preservação da área verde foi outro aspecto que nos chamou muita atenção, pois apesar de todo o progresso mundial, é interessante saber que Ouro Preto consegue conciliar duas coisas importantes, o progresso mantendo a área verde.
Todos os posts abaixo são referentes aos locais visitados na cidade.

Ouro Preto vista do Museu de Ciência e Técnica.
Foto: Daniella Fideles - 2010

Igreja Matriz N. S. do Pilar

Foto: Daniella Fideles - 2010
Ao nosso grupo chegar nessa igreja, todos repararam que o interior dela é completamente detalhado com pinturas características do barroco.
Como o ouro era muito explorado na época, os 435 kg de ouro conseguidos pelos arquitetos foram usados para investir internamente na igreja. Há também muitas coisas esculpidas em madeira. Em todo canto podemos ver anjos (esculpidos em ouro ou não) e há um altar onde encontra-se Jesus Cristo, tem faces de anjos (em ouro) e logo acima há a Nossa Senhora do Pilar em um altar maior ainda. Esculturas próximas ao tamanho real. Tudo o que há de um lado há de outro. E o cabelo de Jesus na escultura é natural. 
Além disso o principal elemento das atividades econômicas da região que pode ser observado na decoração interna é o ouro que reveste grande parte da igreja. As igrejas eram construídas usando esse elemento porque a Igreja estava passando por diversos conflitos como a Contrarreforma, então eles precisavam mostrar que a igreja com toda sua grandeza (e seu ouro) estava mais próximo do paraíso (salvação) e de Deus.



Inteiror da Igreja
Imagem retirada de um fouder de Ouro Preto - 2010
Como podem ver, realmente a igreja é inteiramente feita de ouro, sem nenhum espaço em branco, sem nenhum defeito. 

Uma das esculturas de madeira da igreja, feita por Aleijadinho.Imagem retirada do fouder de Ouro Preto - 2010
Por: Nathalia Macruz

Casa dos Contos

Foto: retirada do site no dia 23/09/2010


A Casa dos Contos foi construída entre os anos de 1782 e 1784 pelo português João Rodrigues de Macedo, e servia de residência e escritório. 
Assim que chegamos não pudemos parar de reparar o quanto o local é grande, com uma escada principal grande e colunas de sustentação grandes também, essas características nos permitem identificar que a classe social das pessoas que habitavam aquela casa, eram pessoas ricas. Além disso há uma senzala, ou seja, tinha muitos escravos. Naquele local também esteve preso um inconfidente, que foi o Claudio Manoel da Costa. Depois de visitarmos toda a parte superior, descemos para a senzala, que nesse lugar há três janelas controlando a entrada de luz, sem vidros, mas com grades que era para evitar fugas. Lá também é muito úmido e frio, além do cheiro que é muito forte. O chão é cheio de pedras irregulares e extremamente frias, sendo muito difícil de dormir. A construção é feita com madeiras e pedras. Na casa havia um sistema que ligava todo o esgoto (urina e fezes) à senzala, e eles eram obrigados a limpar para o cheiro não subir. Senti uma sensação ruim. Na minha cabeça começou a passar várias cenas de tortura ao ver chicotes e outros objetos que possibilitam isso. Em um dia muito frio era tecnicamente impossível de dormir ali sem nada para aquecer.


Maquete Casa dos Contos.
Foto: Daniella Fideles - 2010




Por: Nathalia Macruz

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Museu da Inconfidência

Créditos: Daniella Fideles - 2010


Onde fica o atual museu, antigamente era a Casa da Câmara e Cadeira de Vila Rica durante os séculos XVIII e XIX. Em 1865 a Câmara deixou o prédio e permaneceu a Cadeia. Então, em 1907, o prédio transformou-se na Penitenciaria Estadual. Somente em 1938 foi doado à União para que se transformasse no Museu da Inconfidencia, que teve sua inauguração em 1944.
Nesse museus visitamos três salas. A sala da mineração, inconfidência e a sala do Ataíde. 

- Sala da Mineração:
Os elementos dessa sala que permitiam identificar a exploração do ouro ao longo do século XVIII são: a balança para ter a precisão do ouro; a batéia para a extração; a maquete explicando o modo como o ouro era extraído; modelo de fundição do ouro e o cofre para guardar o ouro explorado. 
A maquete mostrava como que era explorado o ouro. Primeiro os escravos trilhavam um caminho pela montanha até um tanque, então, quando chovia, o barro com o ouro de aluvião ao invés de ir em direção do rio ia em direção aos tanques para que lá pudesse ser feita a extração com calma.
Na sala também havia objetos de tortura, que serviam para torturar os escravos para extraírem mais ouro; os registros que indicavam as horas trabalhadas, o quanto foi extraído de ouro e se os escravos eram do senhor. Além da balança para ter precisão do peso do ouro.

- Sala da Inconfidência:
Os objetos expostos lá indicavam as profissões dos inconfidentes, como por exemplo: dentistas, escritores e padres. Já que lá havia objetos como o boticão, livro e cartas, batina e registros religiosos.
Também havia coisas expostas que indicavam que mulheres "participavam" do movimento, mas na verdade elas foram as musas, as inspiradoras desse movimento, já que não tiveram nenhuma participação direta. 
As imagens de Tiradentes e dos demais inconfidentes que estão expostas na sala procuram transmitir honra e homenagem aos inconfidentes por conta da luta pela liberdade e autonomia do país.

- Sala Ataíde
Os temas retratados nessa sala são temas religiosos. O modo como o artista trabalhava com cores e luz é que vão do claro para os escuro e quando ele queria dar destaque a alguma coisa ele usava cores vibrantes.
As características que observamos para comprovar que Ataíde era um artista barroco é que as cores das obras que ele fez são muito vibrantes e isso é uma característica do barroco. Além da semelhança e perfeição das pessoas e o realismo e detalhes.

Sala onde encontram-se os túmulos da maioria dos Inconfidentes Mineiros
Foto: retirada do site em 28/09/2010


Por: Nathalia Macruz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Museu de Ciência e Técnica

Museu de Ciência e Técnica em Ouro Preto,
Minas Gerais.
Foto: Daniella Fideles - 2010


No Museu de Ciência e Técnica fomos apresentados a muitas salas, sendo elas as salas de: 
- História natural e Mineração;
- Mineralogia I;
- Mineralogia II;
- Metalurgia;
- Física.

Em cada sala, exceto a de Física, foram apresentadas informações sobre a formação da Terra e sobre seus minérios. 
A Terra tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos e para explicar como ela foi se formando, houve a divisão em três eras, sendo que cada era tem vários períodos.
Essas eras são: Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica. 
Nas salas de Mineralogia foi de muita observação, pois tinha muitos minerais expostos, então não tinhamos muito o que anotar, mas uma curiosidade é que o minério mais raro de se achar é o Euclásio. 
E por fim, a sala de Física que foi completamente interativa e sem nenhuma explicação, na minha opinião foi a única parte do Museu que foi um assunto completamente desconectado do resto, já que não havia explicação de nada, só a nossa interação com os instrumentos.
Sala da História Natural e Minaeração
Museu da Ciência e Técnica
Foto: retirada do site em 28/09/2010

Sala da Mineralogia do Museu de Ciência e Técnica
Foto: retirada do site em 28/09/2010

Por: Nathalia Macruz

Museu do Aleijadinho

O museu do Aleijadinho tem um conteúdo muito importante sobre a história de Ouro Preto e contém muitas esculturas, como os Leões de Essa. São esculturas feitas de madeira que não aparentam serem leões e se encaixam na temática da sala, que é sobre morte e essas coisas mais sombrias. Os Leões de Essa eram usados em sepultamentos de pessoas importantes, eles serviam de "apoio" e que particularmente parecem que estavam protegendo o caixão da pessoa com essa "cara" de guardiões que eles têm.
Na sala também pode-se ver outras esculturas como a de Jesus Cristo com marcas de enforcamento, que pode ser comparada a Tiradentes que morreu enforcado.

Sala dos Crucifixos no Museu do Aleijadinho
retirada do site em 28/09/2010
Por: Allan

Igreja Matriz de N. S. da Conceição

Foto: Ana Beatriz Mauá - 2010
Essa Igreja é muito interessante. Ela é diferente das outras, porque tem nove altares que ficam no decorrer da igreja ao lado do altar principal. Nesse decorrer de altares percebemos que há uma hierarquia entre eles, pois os mais importantes ficam mais próximos do altar principal.
A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição também não foge do estilo da época que tem muitas esculturas banhadas a ouro e também elas são enormes, dando o destaque aos seus visitantes e aos ornamentos maravilhosos.
Na época colonial, as pessoas mais importantes e de maior influencia podiam sentar-se perto do altar principal dessa igreja.



Por: Allan